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O outro como ponto de partida
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O outro como ponto de partida

“Do monoculturalismo à multiculturalidade, e da interculturalidade à universalidade plural: o caminho será longo, mas vale a pena percorrê-lo. Como nos ensina a sabedoria chinesa: toda a viagem longa começa por um pequeno passo. Creio que já o estamos a dar”.

(Stavenhagen, 1997)

António Perotti (1997) refere que a prática intercultural implica uma mudança de paradigma, “O outro com ponto de partida”. É este desafio de nos (re)vermos e (re)pensarmos a partir do outro, que aqui nos move e a que queremos dar espaço.

Trata-se de uma tarefa que não é exclusiva, nem da responsabilidade, apenas, dos que mais directamente intervêm no sistema educativo. O apelo da diversidade toca-nos a todo(a)s e não se esgota nem decorre (só) da presença de imigrantes e de “grupos étnicos”. As questões da participação são um imperativo ético, que no dia a dia nos interpela.

Contamos, pois, com todo(a)s que se interessam por, “pensar e construir o nosso destino comum” (J. Delors, 1996)  para aqui reunir e partilhar reflexões e testemunhos. 

A perspectiva que nos enforma é a de criar e sustentar Comunidade(s) de Prática (J. Lave e E. Wenger, 1991) (link para Comunidades de Prática em Díário de Bordo) e, assim poder contribuir para, de forma colaborativa e por isso mais rica e fundamentada, encontrar pistas e dar sentido a questões que nos inquietam em torno das temáticas da educação/formação para a interculturalidade.

O site Entreculturas-formação é o nosso espaço comum de reflexão conjunta e partilha de práticas, de construção colaborativa de conhecimento, de suporte e de aprendizagem para uma prática intercultural mais sustentada.

 

o(s) outro(s) 
A frase do Perotti faz-me lembrar um poema do Mário de Sá Carneiro, que partilho convosco: «Eu não sou eu nem sou o outro, sou qualquer coisa de intermédio. Pilar da ponte do tédio, que vai de mim para o outro."
Por Bárbara em 21 Jun 2007

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